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agosto 13, 2009
Escritor futuro III
Sabe aquelas pessoas que dizem, tudo que eu quero eu consigo? Que soam extremamente arrogantes, ilusionadas, como tão bonitamente se diria em espanhol, e a quem não costumamos dar muita bola, inclusive porque nos dão a rara oportunidade de sermos irônicos: também! o que querem não deve ser assim tão difícil de conseguir; e quem respeita o alvo de uma ironia? Pois eu sou uma delas.
Claro, não é todo dia que a gente se sente assim tão bem, e é raro um tipo como o Freud que, segundo ele mesmo, foi criado para ter uma confiança inesgotável em si mesmo. O que, aliás, não tem nada a ver com a capacidade real de que dispõe: há tantos zés-ninguém autoconfiantes como gênios inseguros. Quer dizer, proporcionalmente, claro.
Não que eu acredite em algo como a genialidade, mas me acompanhem, em prol do argumento.
Pois bem, nada do que eu fiz este ano eu jamais achei que seria capaz de realizar. Nada. Nada. Tudo é novo. Tudo é incrível. Tudo é maravilhoso. E não estava nos meus planos, pelo menos não há mais tempo do que muitas outras coisas, que estão, e continuam unfulfilled.
A gente sempre vai ser unfulfilled.
Mas, enquanto escritor, eu posso afirmar de boca cheia: sou capaz de escrever um conto, e um dia, serei capaz de surfar.
Não precisa escrever isso. Eu já escrevi.
PS.: e a Poesia e Piolheira, pobres amigos, vão ter que testemunhar...
Publicado pelo homelupus em agosto 13, 2009 11:11 PM