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julho 29, 2009
Comentários de um não-leitor VI
Mas se eu morresse, veja só, a parte mais extensa da minha obra que haveria, que teria de ser considerada também a mais importante, a mais lida, a mais influente, seria este mísero canto do espaço virtual, distribuído num sopé de HD em alguma praia distante de Portugal, permanentemente ameaçada de destruição sumária e irrevogável sob as circunstâncias mais tênues e desimportantes, eles é capaz de terem um backup, como eu tenho, mas que ninguém se daria ao trabalho de verificar, de levantar, ou seja, o que foi foi, o que não foi não será mais, o que é bem o significado de morrer, se você para pra pensar: você morre, e não volta mais.
(Nem as duas horas que eu levei pra escrever isso, quando o que estava fazendo era só esperar; a espera é uma morte, e quando você morre, para de esperar. Desculpe, mas esse é o máximo de poesia que eu consigo hoje; por favor desconsidere isso.)
Publicado pelo homelupus em julho 29, 2009 11:23 PM