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julho 27, 2009
Comentários de um não-leitor IIII
Tem essas histórias água com açúcar que a gente ouve por aí, mas que no fundo vc não sabe a diferença entre água com açúcar e soro, porque a um doente lhe cai bem o que cura, seja o que for.
Não que eu quisesse falar sobre ter ido tomar vacinas, e como num sonho, reunir as impressões mais variadas num mesmo enredo.
Mas dizem que tudo passa, e isso era a receita para uma virtude do meio: nunca felicitar-se demasiado, nunca entristecer-se irremediavelmente.
Vi num filme que um Masai preso morria, porque achava que era permanente. Não tinha noção alguma de futuro, e só vivia no presente. O que fazia da prisão uma condição insustentável. Assim a receita de que tudo passa lhe seria inútil, já porque ele não sabia que tudo passava. Trata-se, portanto, mais uma vez, não de um ensinamento, mas de um lembrete.
Isso, pra mim, equivale ao que eu considero o valor da escrita: não a criação de coisas novas, mas a lembrança de coisas velhas no momento oportuno.
Sejam elas clichés ou não. Afinal, a utopia não é coisa de ontem.
Publicado pelo homelupus em julho 27, 2009 03:28 PM