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abril 25, 2009
Pequenas iluminações VII
Isso das pequenas iluminações começou a me encher o saco. Quem quer pequenas iluminações? Eu sei que quero as grandes.
Ficar reparando nas pequenas coisas do dia a dia, nas pequenas alegrias, nas pequenas descobertas, e anotar tudo, a fim de mostrar depois o que ficou, isso é mesmo uma grande bobagem, quando as questões importantes, as questões de vida ou morte, nos rondam a todo o tempo.
E então deixamos passar tudo, e mesmo mais de uma semana (menos que o mínimo, portanto) sem que nada registremos de relevante.
Then it hit me. Não se pode escrever um blog dessa maneira, antecipando o que queremos dizer, como se tivéssemos controle sobre a forma e sobre os enunciados e enunciações. Embora haja gente que pense assim. Explorar a forma do blog. Quando, na verdade, a forma do blog é justamente não ter forma: ser uma estrutura aberta, uma série da qual nunca podemos afirmar qual é o sentido verdadeiro. Sim, enquanto escrevemos, podemos querer dizer uma coisa ou outra, mas isso sempre é no nível do enunciado. É só no depois, sempre a cada último post, que se pode pôr o ponto final nessa série e dizer então que o sentido era esse ou aquele, só no depois, não antes. Quem sabe o sentido de um blog enquanto ele não termina? E o que fazer, se nunca termina?
Mas então, seremos como os adolescentes, que tratam tudo como histórias e esperam ver as histórias terminadas?
Quando eu era criança etc. É preciso agora tolerar que essa história simplesmente não termina, e a cada ponto final é possível atribuir-lhe um novo sentido diferente.
Essa é a beleza da coisa. Essa é a forma. Ninguém está no controle. A metalinguagem não existe.
E anteontem eu ganhei uma rosa.
Publicado pelo homelupus em abril 25, 2009 06:46 PM
Comentários
Lindo!
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São seus olhos.
Glosado por: Claudia em junho 9, 2009 11:41 PM. Obiectiones eventuais por homelupus.