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dezembro 06, 2008

Sem miserinha nem paumolecência

...como diria o Caqui. Feita a piada, vamos ao trabalho sério. Esta eu devia programar pra publicar daqui uns três dias, dar tempo das pessoas lerem o post anterior, despropositadamente grande, como diria o Prof. Serenus, mas então perderia o sábado, dia em que espero que as pessoas estejam trabalhando, enquanto eu me divirto. Então publico imediatamente, e vcs não precisam se entediar o fim-de-semana inteiro, já têm em que trabalhar.

O primeiro excerto do sexto capítulo, que vcs podem modificar à vontade, e veremos o resultado. Podem dar sugestões para o prosseguimento, ou reescrever as frases, conforme preferirem. No final, um link para ler um trecho do meu diário a respeito do clima em que eu estava quando demorava tanto pra escrever esse negócio. Nada demais, só faz parte.

(O excerto vem acima, no próximo post; é muito grande, não vamos misturar)

Esse é o ciclo. Temos medo porque fomos orgulhosos. Buscáramos outra coisa, e não só seríamos corajosos, mas desejaríamos a derrota. Como a uma redenção. Fomos orgulhosos, e agora é necessário que sejamos humildes, para nos lembrarmos de onde estávamos. É preciso se lembrar da maneira de seguir pistas, que antes pensávamos ser tão segura, tão natural, e hoje reconhecemos depender de certo esforço, que antes despendíamos com facilidade, e hoje nos põe em apuros. Como seguir. Pistas.
Não lugares novos. Os velhos lugares. Mais atentamente.

*** aqui vira a página, significa outro dia ***

As palavras são desimportantes: o que importa é o espírito. Digo isto na hipótese de que não recuperarei o outro caderno, e que tenha que reescrever do princípio o sexto capítulo. Espere --
-- Isto precisa ser registrado. A pasta estava exatamente a oitenta centímetros de mim, atrás de um lençol. Esteve aqui por semanas, e eu não vi. Como no conto da carta roubada.
Bem, então acho que agora mudam as coisas um pouco. Agora eu tenho opção. Posso tentar reescrever o capítulo do zero, sem usar as anotações que estavam no caderno e na pasta. E posso seguir o plano anterior, que é tentar fechar o capítulo com o que falta, das anotações, corrigindo os encaixes, burilando.
Mas essa história me deixou com a pulga atrás da orelha. Verdade que não há espírito sem a palavra, mas a questão é: qual é a prova de fogo? Como saber com certeza que deve ser estas as palavras, e não outras? Parece que esta necessidade -- não no sentido de uma dependência, mas no do cumprimento de uma lei natural -- era algo que eu antes reconhecia, mas agora não mais.

Publicado pelo homelupus em dezembro 6, 2008 11:23 AM

Comentários

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