« Canal 100 | Entrada | Estrutura da língua »

novembro 17, 2008

Sem frescura agora

Era pra eu contar sobre por que eu acho que o Freud errou feio no Futuro de Uma Ilusão -- e nem é só porque a religião ainda é tão forte ou mais que na época dele (aliás não é nada disso mesmo, o problema). Também eu tinha que contar a história não contada do movimento emo, que só eu sei (esse projeto eu devia passar pra revista da Ju e do Anderson, tirar daqui, vamos ver). E tem um monte de outras promessas que eu fiz, o poema da Manu que eu não paguei até hoje (pelo menos o da Laís taí).

Só que tudo isso agora é secundário (sempre foi, senão já estava pronto) e eu tenho duas tarefas prementes:
uma é meu texto sobre a apreensão do real do tempo, que vou apresentar na Jornada Anual das Formações Clínicas do Campo Lacaniano. O texto já foi escrito, mas bem mal, e tem mais uma ou duas idéias que eu quero acrescentar, a idéia me parece mais importante do que a princípio, com bem mais aplicações, e se bem apresentada pode ter alguma autonomia de vôo. Se não, morre cinco minutos depois de eu apresentar. Eu sei disso, porque se não causar um efeito na hora, vou desanimar. Eu já não sou mais tão assim, mas suspeito que ainda bastante assim pra que isso ainda aconteça como destino pra um texto desse. Não pode ser muito técnico, quero dizer, tem que ser um pouco poético também. Talvez eu publique aqui, veremos. Primeiro, escrever.

E a outra é o projeto da Piolheira que eu mudei. Era uma idéia babaca sobre como seria escrever cem anos no futuro, e daí me ocorreu que cem anos no futuro a linguagem nem seria a mesma, como não era cem anos atrás, e me deu tédio tentar chutar qual seria, o que não tem conseqüência nenhuma. Eu amo ficção científica e não é assim que se faz, pode estar certo disso.

Então o novo projeto é o seguinte: vou catar meus quinto e sexto capítulos, do meu livro, coisa que está levando quase cinco anos pra escrever, e finalizá-los. Simples assim. É mais fácil fazer algo dificílimo com o qual vc tá identificado, do que algo fácil que nem mesmo te diz respeito.

E como não andamos pra metalinguagem, nem frescura, vou pôr aqui todo o esquema. Sim, vcs vão me ajudar. Ou estão pensando o quê? Já disse que a pergunta aí é retórica, é claro que mesmo de graça é consumismo: nesse mundo, ou vc está produzindo, ou está consumindo. E meu amigo será cada um que desistir de assustar moinhos (este verso é uma merda, eu vou arrumar ele um dia, prometo).

Bom, a proposta está feita, por esses dias posto o quinto capítulo completo. Alguns já o têm, outros não o conhecem. Não é pra mexer muito nele, já está pronto, e além disso é só o prelúdio pra fuga, que é o sexto. Ele sim, falta ajeitar. O plano vai estar todo aqui, trata-se de um diálogo longo, é difícil pra caralho escrever diálogo, e vcs vão sentir o drama.

Mas vai ficar lindo, prometo. E depois ninguém vai saber quem foi o autor.

Happiness Is a Warm Gun.

Publicado pelo homelupus em novembro 17, 2008 01:01 AM

Comentários

Pode comentar aqui se quiser
(será preciso rodar um javascript; se não souber
o que é um javascript, já deve estar rodando ,-)


(a não ser que vc costume conversar com estranhos na rua)


(pode usar HTML, por exemplo: <em>texto_em_itálico</em> ou <br /> [faz quebra de linha])