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outubro 02, 2007
Due Scene
Teu cabelo dourado
me assombra; antes fosse vermelho,
de um vermelho impossível nesta noite fria,
que nos chama ao calor do pub fechado
ouvindo bandas tocadas em timbre agudo, original,
feita ainda com o vento sibilante em nossos ouvidos,
quando à porta fechada nosso desejo tinha pressa;
pois trabalha firme por encontros casuais
e o nosso não teria sido um encontro casual.
Não posso chamá-la, Níobe, e nosso amor arrefece.
Adoraria ter um filho
Amanhã tenho que acordar cedo
Hoje escolhi um bom lugar pra sentar, ao seu lado
Você fica tão bonita quando fala
O inconsciente não pode ser determinado
A segurança não é uma preocupação
Pelo menos vocês conseguem fazer alguma coisa com isso
A Virgem costurando sapatinhos de lã para o menino Jesus
Estive em Nova York e não ouvi nada parecido
Eu não estou dizendo que deva ser assim
Ele vive me perguntando o que fiz com ele
mas quem não consegue mais dormir sozinha sou eu
A dança exige dedicação constante
Viemos só nós hoje
A cerveja não está gelada
A noção de causa não está resolvida na filosofia
Temo que fique tarde para voltarmos
Duas vezes na semana é demais
Uma superfície límpida, clara
Você não disse que gostava?
Posso emprestar-lhe o carro, se você precisar
Hoje é segunda-feira, não é mesmo?
Ele vive me perguntando o que fiz com ele
mas quem não consegue mais dormir sozinha sou eu
A segunda parte escrita em 09-X-07.
Publicado pelo homelupus em outubro 2, 2007 03:04 PM
Comentários
"passarinho é assim, bonito em não sendo da gente" jgr
Glosado por: Alguém Talvez em outubro 6, 2007 11:20 PM. Obiectiones eventuais por homelupus.
fico imaginando como meu verso que não era verso soou na sua mente... :)
*****
eu sei lá. Tentei passar para o poema. O que não ficou no poema, o gato comeu...
Mas é um verso magnífico, se mantido no seu ambiente natural :-)
Glosado por: dionea em outubro 18, 2007 07:36 PM. Obiectiones eventuais por homelupus.